Insatisfacao com Trabalho - Gestão Carreira
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Cinco problemas causados pela insatisfação com o trabalho

Saiba quais são os danos que a infelicidade com o trabalho acarreta na sua vida e na gestão da sua carreira

 

É fato que a forma como nos relacionamos com o trabalho tem mudado muito, e nos últimos anos essa mudança tem sido bem acelerada. Já conhecemos muitos dos fatores que têm contribuído para essas alterações:

  • A valorização do trabalho “imaterial”.
  • O surgimento de novas profissões e o desaparecimento de outras, anteriormente valorizadas.
  • O aumento da importância do trabalho e do seu impacto nas relações sociais e culturais.
  • Os impactos das novas tecnologias.
  • A mudança do foco em “produto” para “serviço”.
  • As relações de trabalho mais flexíveis.
  • A reorganização das famílias.
  • O avanço da participação feminina em todos os setores da economia.

Pois é, a lista é muito maior, simplesmente por que trabalho representa muito mais do que sobrevivência, do que o meio para pagarmos nossos boletos.

Trabalhar é uma das mais expressivas manifestações que temos acesso.

A importância do trabalho

 

O trabalho se tornou lugar de conquista de espaço, respeito, consideração e autoestima. Tem sido o nosso veículo para transformar e ser transformado.

 

Significado esse muito distante da origem da palavra em si. A palavra “trabalho” tem origem latina, deriva de “tripalium” – denominação de um instrumento de tortura utilizado para punir os escravos que não desempenhavam corretamente as suas obrigações.

Essa visão já ficou para trás e sinto que fomos muito felizes em ressignificar o sentido da palavra trabalho.

A essa altura, como coach e designer de vida e carreira, impossível não te perguntar:

  • Qual o SEU conceito de trabalho?
  • O que o seu trabalho atual representa na SUA vida?

Considero duas fascinantes perguntas, que eu mesma estou sempre buscando responder, antes de tudo, para mim mesma.

Sinto, pela experiência com meus clientes, que quando há dificuldade de definir o que significa para eles “trabalhar”, ela costuma vir acompanhada de um grande vazio. Eles não conseguem reconhecer real valor no que fazem e, portanto, deixam de sentir realização pessoal com isso.

O risco quando buscamos nos afastar daquilo que não gostamos, é nos jogarmos na primeira oportunidade que aparecer. Pois a tendência é a redução da nossa capacidade de avaliação e de fazermos uma escolha que com o tempo revele não ter sido boa.

Como fazer boas escolhas na carreira

O desenho da nossa carreira está cada vez mais sob a nossa responsabilidade, por isso, eu uso e abuso do termo “protagonista”.

Somos os principais responsáveis por nos mantermos em movimento, por fazermos boas escolhas enquanto seguimos em frente na nossa jornada profissional, apesar de um cenário de mundo e negócios complexo dinâmico e imprevisível.

O que são boas escolhas de carreira?

Então, são aquelas que nos permitem seguir em direção ao que acreditamos e valorizamos, são as que nos levam para mais perto da nossa essência, do nosso “por quê”.

O que acontece quando não somos capazes de seguir fazendo boas escolhas?

Como resultado, sentimos o gosto amargo da frustração com o nosso trabalho, e isso afeta nosso corpo, nossa mente e a visão que temos de nós mesmos.

Agora, já parou para pensar o estrago que faz na sua vida e carreira seguir tempo demais em um trabalho sem sentido?

Os cinco grandes males causados pela insatisfação com o trabalho

  1. Perda de autenticidade: você acaba se “encaixando” no trabalho que tem, por sentir medo ou preocupação de perdê-lo e, vai esquecendo quem realmente você é, e daquilo que realmente deseja e quer. Poder ser autêntico é uma das grandes fontes de motivação do ser humano.
  2. Estresse: os problemas passam a ser percebidos como mais complexos do que são, sua tolerância diante dos erros dos outros diminui significativamente e você passa a defender de forma mais radical aquilo que acredita. Tudo isso junto e misturado vai levando-o a uma situação de estresse constante e crescente.
  3. Depressão: sair de casa para ir trabalhar, por si só é um fato gerador de tristeza e desânimo. Quanto mais tempo passar, maior será o sentimento de incapacidade e vergonha, aumentando o risco de ficar deprimido.
  4. Falta de atualização: o ambiente de trabalho passa a consumir sua energia e capacidade de empreender novos e diferentes desafios. Você segue fazendo mais do mesmo, enquanto o mundo vai mudando na velocidade da luz.
  5. Falta de cuidado consigo: os impactos desse comportamento refletem diretamente na sua saúde física, mental, social e espiritual.

Portanto, trabalhar com o que se gosta não é utopia, é sinônimo de satisfação pessoal, de sentimento de pertencimento e de geração de resultados que verdadeiramente servem a alguém ou a uma causa.

O cuidado com essa afirmação é não confunfir “trabalhar com o que se gosta” com “só fazer atividades que gosta”. Combinado? Ninguém consegue fazer só o que gosta, em nenhuma área da vida.

Inclusive, penso que essa hipótese nos daria uma vida muito chata e previsível, não acha?

Porém, quando o objetivo final daquilo que fazemos conversa com algo que acreditamos nos enchemos de energia para fazer o que tiver de ser feito e conquistar o resultado. Podemos incluir nesse pacote até aquelas atividades que são mais desinteressantes para nós.

Uma nova era pede uma nova abordagem para a gestão da carreira

Temos acompanhado um grande número de artigos, estudos e pesquisas que alertam sobre as grandes mudanças que estão em curso no que tem sido chamado de era exponencial.

São tantas mudanças ao mesmo tempo e em uma velocidade tão acelerada que o acrônimo americano V.U.C.A. tem sido usado para descrever a Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade em que vivemos.

Nesse contetxo, perde totalmente o sentido fazermos um planejamento de carreira ou um plano de carreira. Esses conceitos remetem à ideia de previsibilidade e linearidade, tudo que não podemos esperar desse tal de mundo V.U.C.A.

É o momento de adotar uma forma mais criativa e orgânica de pensar a nossa trajetória profissional: entra em cena o design de vida e carreira ou, se preferir, desenho de vida e carreira.

Descobri grande interesse no design, e integrei o design thinking à minha abordagem para desenhar carreira, em conjunto com o coaching, o branding e o desenvolvimento humano.

O mindset e as ferramentas de um designer passaram a inspirar, o desenho da minha própria vida e todo o meu trabalho.

Os designers não planejam no caminho que vão seguir, eles criam o caminho a partir das necessidades, possibilidades e restrições. Designers não sonham com o que poderia ter sido. Eles não desperdiçam o futuro esperando um passado melhor.

A minha bandeira tem sido essa, abandonarmos o pensamento lógico e racional do planejamento para pensarmos como designers, e desenhar nossos projetos de vida e carreira. Você pode saber mais sobre desenho de carreira lendo esse post que publiquei aqui no blog Salada Corporativa.

Como começar uma transição de carreira?

Caso você já esteja focado em entender as novas regras desse jogo, creio que vai concordar comigo que esse é um “instigante” problema.

Mas, se você ainda está na dúvida se deve entrar nesse jogo, sinto que possa estar diante de um problema.

E, então, me permita chamar sua atenção para um ponto:

comece hoje mesmo a refletir sobre suas novas possibilidades, sob o risco de se juntar às estatísticas de pessoas que entram em depressão, ou vivenciam o burnout por causa de um trabalho estressante e sem sentido.

Um bom começo é refletir sobre suas respostas às seguintes perguntas:

  • Por que você trabalha?
  • Que tipos de atividade o motivam?
  • Quais papéis você gostaria de desempenhar?
  • Que quantidade de horas você desejaria dedicar ao trabalho remunerado? E ao não remunerado?
  • Que legado a continuidade dessa atuação vai te permitir deixar? Como o faz sentir?
  • Que obstáculos você percebe?
  • Quem pode ajudá-lo?

Uma transformação na carreira se faz assim, começando com um pequeno passo, que nos levará a outro, e assim seguimos sempre em movimento, de propósito.

Protagonismo para virar o jogo

Concordo que gerenciar nossa relação com a carreira não é uma tarefa exatamente fácil, principalmente porque são muitas as variáveis envolvidas e, a grande maioria delas, não está sob nosso controle.

Porém, tomarmos as rédeas desse processo é o caminho menos doloroso para endereçar a questão.

A definição de trabalho vai continuar sofrendo mudanças, e as respostas não serão sempre positivas. Sabemos que o “NÃO” faz parte do jogo e nos ajuda a desenvolver alternativas, e isso é algo que você, eu e todos os profissionais devemos aprender já para seguir nesse jogo.

Então, que tal virar o jogo e trabalhar com algo que realmente tenha sentido para você?

Qual é a transformação na carreira que você precisa? Sinceramente, talvez essa não seja a resposta mais importante para você buscar agora. Sinto que o melhor a fazer agora, é dar o primeiro passo, e se colocar, de propósito, em movimento: comece já a redesenhar sua carreira e explorar possibilidades.

Você pode virar o jogo, acredite!

Que tal baixar agora o meu e-book gratuito sobre protagonismo? Tenho certeza que vai te ajudar. É só clicar nesse link para fazer o download gratuito.

Bisous, Claudia Klein.

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