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Os padrinhos mágicos do mercado de trabalho

Imagem: Durban

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Uma nova forma de relação informal tem se tornado cada vez mais comum em empresas dos mais diferentes segmentos. Trata-se de um relacionamento entre líder e subordinado no qual o superior “apadrinha” um de seus colaboradores de nível hierárquico mais baixo e o ajuda a se desenvolver na companhia. Como? Apresentando-o às pessoas certas, assumindo um papel de mentor e estimulador, oferecendo novos desafios, exaltando seu nome e até estimulando promoções, bônus e aumentos salariais.

Chamada de Patrocínio Corporativo, essa relação de apadrinhamento pode equiparar gestor e funcionário a Fada Madrinha e Cinderela. Se antes isso era visto como “puxa-saquismo”, bajulação ou politicagem, hoje se reconhece os benefícios para ambos os envolvidos: enquanto o líder fortalece sua posição, o liderado cresce mais rápido, ganha mais exposição e se torna um aliado interessado e cada vez mais forte dentro da empresa.

Enquanto o mentor apenas dá dicas e orientações de carreira, o patrocinador vai mais além, defendendo o nome de seu protegido, lançando-o em projetos e potencializando suas possibilidades na hora de decidir sobre uma promoção. Ele dá o aval para que o subordinado cresça na corporação.

Para que essa relação seja bem sucedida, é preciso haver confiança. O gestor deve acreditar no potencial de seu protegido, em sua competência e vontade de se desenvolver na empresa. Paralelamente, o colaborador precisa ter fé e admirar seu líder, crendo que ele pode catapultar sua carreira e fazer a diferença nas horas mais decisivas. Ninguém jamais poria a própria carreira em risco em prol de ajudar ou ser ajudado por alguém em quem não confie.

Qualquer pessoa de hierarquia superior dentro da empresa pode ser um patrocinador, mesmo que esteja em um departamento diferente. Apoiar seu escolhido e exaltá-lo para outros líderes é um caminho poderoso para o crescimento dele. Ao mesmo tempo, um funcionário pode ter mais de um patrocinador. Quem quer que queira e possa ajudá-lo tem potencial para ser seu padrinho mágico e abrir portas.

O Patrocínio Corporativo acontece até mesmo na transição de uma empresa para outra. Quando um novo gestor traz consigo alguém do trabalho anterior, ele está pondo em risco o próprio nome na nova companhia – e isso deve ser valorizado tanto pelo patrocinado quanto pela nova marca, especialmente se os resultados forem tão positivos quanto o prometido.

Fundamental é saber que para crescer na carreira é necessário ter boas relações com todos que puderem ajudar nessa jornada, abrindo uma porta aqui, dando um empurrãozinho ali… Não é à toa que o networking sempre foi tão valorizado.

E você? Já apadrinhou alguém? Tem algum padrinho? Caso contrário, pode estar na hora de buscar esse tipo de relacionamento em sua vida profissional.

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2 Comentários

Interessantíssimo que isso esteja sendo tratado dessa maneira. É muito comum relações assim surgirem nas empresas, mas se tornarem um problema nas equipes por soar “puxa-saquismo”. Estou passando por um processo semelhante. Não é um apadrinhamento efetivo, reconhecido como tal pela empresa. É uma relação natural de confiança que surgiu ao longo do tempo e me proporcionou essa oportunidade de estar à frente de novos projetos e ações específicas.
Reconhecendo esse processo como uma oportunidade, o olhar sobre isso muda e passa a ser mais um estímulo para os profissionais. Isso é fundamental para a construção da carreira e é uma grande vantagem para o líder também. A gente precisa de direcionamentos e apoio para construir os nossos caminhos na empresa. E renovar as maneiras de se relacionar é muito bem-vindo.
Só é preciso que o líder tenha muito cuidado e procure realizar um trabalho justo e com muita clareza, para que não desmotive os demais da equipe e reconheça o potencial de cada um, ajudando-os a conquistar padrinhos também.

Muito bem colocado, Carolina! Eu e toda a equipe saladeira ficamos muito felizes por você ter esse posicionamento e estar aproveitando bem essa oportunidade. Sucesso!