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Lições das forças de elite para a rotina empresarial

Imagem: R7

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Policiais, oficiais e soldados? Eles têm algo a ensinar a executivos, gestores, analistas e demais colaboradores de uma empresa? Têm. E muito. É possível extrair aprendizados corporativos valiosos das fontes mais surpreendentes, como as escolas de samba, que já mostramos aqui. Observando o trabalho de agentes do BOPE e da SWAT, por exemplo, é possível entender como eles são tão eficientes em seu trabalho e aplicar conceitos usados por eles no dia-a-dia da corporação.

Essas equipes são excelentes exemplos de como uma boa gestão e colaboradores bem motivados e focados podem produzir resultados positivos e atingir níveis invejáveis de desempenho.

Confira alguns ensinamentos que podem ser fundamentais no ambiente corporativo.

 

Ideal

As tropas de elite executam suas ações orientadas por um mesmo ideal compartilhado por todos da equipe. Isso dá aos membros um senso de pertencimento, orgulho, lealdade. Não adianta a missão da empresa ser apenas uma frase entoada pelos colaboradores. É preciso que os valores deles e da corporação sejam alinhados e todos trabalhem unidos para atingir os mesmos objetivos.

 

Confiança

A coragem de um policial depende, em grande parte, da confiança que tem em seus colegas de que eles o defenderão e protegerão sua vida. Em uma empresa é comum os funcionários terem medo, por exemplo, de dizer a alguém uma ideia que tenha pensado com medo de ser passado para trás, ter o “tapete puxado”. É preciso estimular a confiança mútua, mas não adianta ficar só discursando a respeito. Deve-se pôr em prática a confiança que se prega.

 

Liderança

Não é segredo nenhum que as forças armadas, sejam elas quais forem, organizam-se em um respeitado sistema hierárquico. Entretanto, apesar da formalidade, não há tanta rigidez. Há casos em que determinada operação é liderada por um policial de patente inferior que esteja mais familiarizado com o contexto – com a permissão do líder formal. É importante manter harmonia entre as lideranças formal e informal, de forma que tudo seja orientado para o sucesso do grupo.

 

Corporativismo

Cuidado para não confundir isso com ser bajulador ou interesseiro. A ideia é aquela filosofia imortalizada pelos Três Mosqueteiros: um por todos e todos por um. É o sentimento de trabalhar em equipe, de forma que todos obtenham o mesmo nível de sucesso em suas respectivas tarefas e, diante de ameaças e riscos, haja unidade para proteger as partes e o todo. Egoísmo não cabe aqui. As ações de um impactarão todos, de uma forma ou de outra.

 

Recrutamento

Quem já viu “Tropa de Elite” sabe que o processo para se tornar um soldado do BOPE é intenso e descarta aqueles que não têm preparo físico ou mental para integrar o grupo. É preciso que empresas e candidatos selecionem bem seus funcionários e empregos de modo a garantir que estejam incorporando a pessoa certa na corporação ou o trabalho adequado nos planos de vida. É preciso ter critério e tomar a decisão pensando no longo prazo.

 

Autocontrole

A emoção deve ser domada, contida e, se necessário, manipulada. Tudo em prol de se manter lúcido para tomar decisões, especialmente em casos de conflitos e momentos angustiantes. Não se pode permitir que influências internas ou externas danifiquem o julgamento e levem a ações precipitadas. Em vez de agir por impulso, deve-se pensar e seguir a razão.

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