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A eficiência da afetividade

Imagem: Super Advice Services

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Tradicionalmente, gestores encaram a afetividade no ambiente de trabalho como algo negativo: uma característica que leva os funcionários a ficarem de papo o dia inteiro, produzirem pouco e não levarem a empresa a sério. Até certo ponto, isso pode até ter um fundo de verdade, mas a realidade não é bem assim. Um corpo de empregados disciplinados, focados e rigidamente treinados para executar suas tarefas dificilmente será feliz e estará satisfeito com sua profissão. Consequentemente, os resultados não serão tão bons quanto poderiam ser.

Uma pesquisa realizada em 2011 na Alemanha apontou que 23% dos colaboradores do país estavam insatisfeitos, desmotivados e, internamente, já disseram adeus às empresas onde trabalham. 63% não tinham identificação com as companhias que os empregam. Somando esses números, conclui-se que 83% dos colaboradores alemães não possuíam engajamento.

Entre os principais motivos, é possível destacar três:

1) Os funcionários não se sentiam reconhecidos nem ouvidos;
2) Suas expectativas e necessidades eram ignoradas pelos superiores;
3) O ambiente de trabalho era ruim e havia falta de confiança nas empresas.

Esses empregados faltavam 70% mais que aqueles com identificação com seus trabalhos e companhias. O impacto financeiro disso tudo? Cerca de 300 bilhões – sim, com B! – de reais.

Agora imagine uma empresa onde haja conversa franca, aberta e direta, onde gestores se preocupam com o bem estar de seus colaboradores e investem na qualidade de vida deles. Conversas e diálogos detectam problemas enquanto ainda é cedo e há tempo para solucioná-los e prevenir questões futuras. O bate papo se transforma em troca de experiência e origina novas ideias que, postas em prática, podem favorecer tanto a marca quanto seus funcionários.

Para um ambiente efetivo-afetivo, que deixe as pessoas confortáveis, felizes e, consequentemente, produzindo mais e melhor, é preciso que a organização trabalhe a serviço da vida. Ou seja, com foco no ser humano e em suas necessidades. O primeiro passo é desenvolver as habilidades de comunicação dos líderes da empresa, fazer com que eles saibam se relacionar com seus liderados, construir empatia.

Quem cultiva uma cultura de confiança e cooperação colhe como frutos resultados mais satisfatórios. Havendo comunicação sincera e empática, os colaboradores se sentirão confortáveis para se expressar sem medo de serem punidos. Assim a empresa saberá exatamente do que precisam para que sua produtividade cresça em números e qualidade. Sendo ouvidos, eles se sentirão valorizados e, assim, mais compromissados em prestar um serviço melhor. Serão engajados. Eles ganham. A marca ganha. É bom para todos.

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