PREPARANDO OS FUTUROS LÍDERES DO MERCADO
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Preparando Os Futuros Líderes Para O Mercado

Claudia Klein colaborou para matéria sobre liderança e coaching no caderno JC & Cia Carreira, do Jornal do Commercio

Para atender a crescente necessidade das organizações em reter e treinar seus principais talentos, os programas de coaching e mentoring popularizaram-se no Brasil.

Com a escassez de mão de obra no mercado brasileiro, as organizações estão observando a necessidade de valorizar os talentos internos.

Como forma de preparar os executivos para novos projetos e futuros cargos de liderança, as empresas têm recorrido a formas alternativas de treinamento dos profissionais.

Entre os mais utilizados atualmente estão programas de coaching (treinamento) e de mentoring (mentoria).

O sócio-fundador da Alliance Coaching, Alexandre Rangel, explica que mentoring é um processo em que os mais experientes assumem a tutoria dos profissionais mais novos dentro das organizações, transmitindo suas próprias experiências para os mais jovens.

Já o coaching age com mais profundidade e consiste em técnicas que agem para a mudança de comportamento do executivo.

“O processo de coaching dura, em média, 10 sessões de 1 hora, com um investimento aproximado de R$8 mil a R$10 mil”, explica Rangel.

Como benefício do coaching, a diretora da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ), Claudia Klein, cita que a metodologia estimula os profissionais a pensar em alternativas para resolver determinadas questões no ambiente corporativo, em vez de focar no problema.

“O coach tem o papel de ser um facilitador desse processo, por meio de perguntas certas e objetivas que promovem a reflexão. São as chamadas poderosas”, ressalta Claudia.

Já as vantagens do mentoring são outras.

Para Alexandre Rangel, quem está sendo tutoriado absorve lições e conhecimentos diretamente de uma pessoa mais sênior no mercado, o que é de grande valia.

“O segundo benefício é que o tutor pode abrir muitas portas. Além disso, o mentorado terá alguém a quem recorrer nas horas de aperto em busca de orientação”.

“Ele vai se deparar com pedras e possíveis adversidades, mas essas já terão sido identificadas. Ele receberá sugestões de como agir”, completa.

Na avaliação dos coaches e consultores associados da Disnmore, Gerson Bukvic e Maria de Lourdes Rosalem, o coaching é um processo mais rápido de aperfeiçoamento quando comparado ao treinamento corporativos tradicionais.

“Ele é mais individualizado. Com isso, os temas tratados são voltados especificamente para cada profissional. O coaching ainda estimula um autoconhecimento e de descoberta pessoal”, afirma Bukvic.

 

Além do trabalho

Maria de Lourdes cita que o planejamento de carreira, preparação para a aposentadoria e a melhora contínua de habilidades pessoais são temas recorrentes dos processos de coaching.

“Quão maior for o número de competências trabalhadas nas sessões, maior será o tempo de investimento”, observa Maria de Lourdes.

Rangel conta que a demanda pelo trabalho de coaching pode vir tanto da empresa, quanto do próprio profissional.

“No primeiro caso, a companhia vê o potencial do executivo e decide investir na sua qualificação para ele ocupar um cargo de liderança no futuro.

Já no segundo é o próprio indivíduo que se sente a necessidade de se aprimorar”, explica.

“Certa vez uma empresa norte-americana nos solicitou um treinamento de coaching para seu vice-presidente na unidade do Brasil. No Início, o executivo achou que estavam avaliando de forma negativa seu desempenho, quando, na verdade, a multinacional estava preparado-o para se tornar o Chief Executive Officer (CEO) da filial brasileira”, revela Rangel.

A diretora-executiva do Conselho Federal de Contabilidade Elys Tevania Carvalho conta sua experiência com o sessões de coaching, dizendo que está proporcionando uma nova visão sobre sua rotina de trabalho, dando-lhe alternativas para melhorar a condução de equipe e de gerenciamento de tempo.

“Eu já participei de outros tipos de treinamentos e tive contato com o coaching no início do ano passado. Do momento que eu soube até a contratação da empresa, por ser um processo de oito meses”, conta Elys.

Já o diretor-executivo da Easy Táxi, Tallis Gomes, atribui a guinada em sua carreira ao programa de coaching que realizou em 2009.

“Antes, eu tinha grande problema com organização de tempo, que era minha desculpa para tudo. Até que um amigo me indicou um programa de coaching online. A grande verdade é que muito do que é ensinado é bastante conhecido, mas nunca conseguimos aplicar em nossas vidas profissionais”.

 

Como se tornar um Coaching?

Há cerca de quatro anos, a consultoria PRO-FIT assumiu a representação da Corporate Coach U, que é uma das entidades mais respeitadas na formação de coaches no mundo, para licenciar organizações no Brasil.

Segundo a coach e diretora da Pro-Fit, Eliana Dutra, existem 34 licenciados no País e outros 12 mil espalhados pelo mundo.

Chamado de The Coaching Clinic, o programa funciona como uma espécie de certificado para multiplicar a forma de treinamento da Coach U.

De acordo com Eliana, o investimento é de R$7,9 mil, incluindo as aulas de formação e licença.

A consultora ressalta que, com o licenciamento de um de seus profissionais, as empresas podem economizar bastante, já que passa a contar com um profissional extremamente qualificado para ministrar treinamentos para as equipes, além de construir uma nova abordagem de desenvolvimento para os funcionários.

“O treinamento estará sempre baseado em alta performance e no constante acompanhamento. Já o coach autônomo tem a vantagem de poder cobrar para treinar outras pessoas”, explica.

“Estimamos que os profissionais certificados por nós já treinaram mais de cinco mil executivos no Brasil”, completa.

– Por Claúdia Klein.

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