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Museu de Arte do Rio será inaugurado sexta-feira

Museu de Arte do Rio (MAR) - Escola do Olhar e Palacete Dom João VI / Imagem: Divulgação

Museu de Arte do Rio (MAR) – Escola do Olhar e Palacete Dom João VI / Imagem: Divulgação

Com orçamento de R$76 milhões e inauguração já adiada três vezes, o Museu de Arte do Rio (MAR) enfim abrirá suas portas para o público. Um dos principais pilares do Porto Maravilha, projeto de revitalização que está transformando a zona portuária carioca, o MAR contará com três espaços: o palacete Dom João VI, que abrigará as exposições; a Escola do Olhar, prédio modernista que oferecerá cursos de arte gratuitos onde antes ficava o hospital da Polícia Civil; e área técnica e bilheteria, na parte onde costumava ser o terminal rodoviário da cidade.

A proposta é inovadora. Pode pairar no ar a dúvida de ser um museu com uma escola ou uma escola com o museu, mas os responsáveis pelo projeto prometem jamais responder essa pergunta, segundo eles, pelo bem do público. A intenção é ambiciosa: receber 200 mil pessoas todos os anos, sendo metade delas estudantes da rede pública.

Marcada para o dia 1º de março, aniversário do Rio de Janeiro, a festa de abertura exclusiva para convidados guiará os visitantes por quatro exposições, uma em cada andar do palacete de estilo eclético. A primeira mostra, “Rio de imagens”, reunirá 400 obras – de cartões postais e pôsteres publicitários do início do século passado a um vídeo que reproduz a Avenida Central – para contar a história da cidade maravilhosa. A segunda, “O colecionador” apresentará ao visitante o olhar do colecionador Jean Boghici em 136 obras históricas da arte nacional em conversa com a internacional. A terceira, do colecionador Sérgio Fadel, exibirá 251 obras, entre elas criações de Hélio Oiticica, Lygia Clark, Sacilotto, Mira Schendel e até mesmo uma escultura de Aleijadinho, artista barroco famoso por suas estátuas de pedra sabão. A quarta e última exibição deste período inaugural será de arte contemporânea. “O abrigo e o terreno” apresenta uma seleção de trabalhos que abordem a questão da moradia e terá em seu acervo obras do grupo Dulcineia Catadora, instalações de Ernesto Neto e inclusive um carro alegórico do coletivo Opavivará!.

Ao contrário do tradicional, o acesso ao museu se dará pela Escola do Olhar. O público subirá até o último andar de elevador e, de lá, cruzará uma passarela e visitará as exposições a partir do terceiro andar, descendo até chegar ao térreo.

Em um primeiro momento, o MAR não tem a intenção de receber exposições de outras instituições – embora tenha recebido a oferta de uma grande mostra de Pablo Picasso. A ideia é que curadores brasileiros organizem exibições de artistas que conheçam bem.

Ao todo, a coleção do museu já ultrapassa 3 mil itens, frutos de leilões e doações, principalmente, incluindo 1.200 aquarelas originais de Santiago Calatrava, arquiteto responsável pelo projeto do Museu do Amanhã – sendo erguido logo ao lado do MAR –, fornecidas por ele próprio.

Primeiro grande marco da revolucionária intervenção urbana que acontece na capital fluminense, o MAR abrirá para o público geral em 5 de março. Os ingressos custarão R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia) e a entrada será gratuita às terças-feiras para o público geral e nos demais dias para estudantes e professores da rede pública, crianças de até 5 anos, idosos com mais de 60, grupos com situação de vulnerabilidade social, membros do ICOM e profissionais de museus.

Para mais informações, acesse o site do MAR: http://www.museumar.com

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