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Geração Baby Boomers

Mestrado em Psicologia Social, pós-graduação em Gestão de RH e graduação em Psicologia. Atualmente é sócia gerente – Movimento RH (empresa de treinamento comportamental – www.movimentorh.com.br), consultora e instrutora – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro, professora do MBA da UGF, professora dos cursos online em Gestão de Pessoas, Coach e Coordenadora de Tutoria do Ibmec Online.

 

Muito se tem falado nas diversidades de gerações encontradas hoje nas empresas e como se dá esta convivência. Também se tem dedicado atenção a geração Y que nasceram após os anos 80. São os jovens na sua mais plena impulsividade, inquietude e instabilidade profissional. Porém, pouco se fala na geração conhecida por Baby Boomers, ou geração existencialista e que, em média, nasceram de 1946 a 1964, ou seja, tiveram como auge da sua vida produtiva nas décadas de 60 e 70. O que indica que estão em fase de mudança, de pós-carreira. Para entender como a geração Baby Boomers encara esta fase, precisamos entender a guinada que deram no que se refere aos valores dominantes no trabalho e como contribuíram para a força de trabalho atual.

A geração que antecedeu os Baby Boomers foi uma geração que estava no estágio da Ética Protestante, chamada de “Geração Silenciosa”, nasceram entre 1925-1945, ou seja, sua força de trabalho concentrou-se nas décadas de 40 e 50 e seus valores predominantes são o trabalho árduo, o  conservadorismo e a lealdade à organização. A vinda dos Baby Boomers ao mercado de trabalho trouxe valores como a preocupação com a qualidade de vida, o inconformismo, a busca de autonomia e a lealdade a si mesmo (preocupação com o “eu”). Esta foi uma grande revolução no entendimento da força de trabalho que foi modificada em escalas nas gerações sucessoras.

E agora, os Baby Boomers  estão novamente em fase de mudança, revendo suas carreiras e pensando no seu pós-carreira. A grande revolução desta fase é que estão vivendo mais e não estão interessados em “relaxar”, ou contrário, querem continuar produzindo, já que são saudáveis e com muito “chão pela frente”. Seu conhecimento acumulado e sua experiência a ser compartilhada não podem ser desperdiçados. Eles querem mais e o mercado de trabalho está começando a voltar o olhar para a importância de aproveitar toda esta disposição em sua gestão do conhecimento, transformando o que ainda é tácito em explícito.

Como no exemplo de Cecilia Garcez (nascida em 1957):

“Eu pertenço justamente a essa turma dos Baby boomers, cheios de gás, porém pressionados pela aposentadoria o que também não é nada mal, tendo em vista que agora, no meu caso, eu posso focar no que realmente gosto de fazer, posso fazer escolhas, pois tenho um suporte financeiro. A busca será mais intensificada pela satisfação no trabalho, pela realização pessoal e não pelo lado financeiro. Termino neste ano de 2010 meu mandato como executiva da Previ e não posso ser reeleita. Dessa forma, tenho trabalhado minha aposentadoria desde o ano passado, pensando em novas possibilidades, aproveitando o conhecimento e experiência adquirida e fazendo o que mais gosto, influenciar pessoas, motivar pessoas. Por isso, escolhi iniciar uma nova carreira como educadora, agora com um objetivo mais voltado aos profissionais que estão buscando atualização e aprimoramento, como é o caso dos MBA com foco em negócios.”

Para quem está curioso, sou da geração posterior, a chamada geração X, nascidos aproximadamente entre 1965 e 1981, maior força produtiva na década de 80 e valores dominantes como o sucesso, a realização, a ambição, o trabalho árduo e a lealdade à carreira. A agradeço a abertura proporcionada pelos Baby Boomers, o que aprendemos e o que ainda temos que aprender com esta geração que está se reinventando a cada dia.

Indicações de referências:

Robbins, Stephen P. (2002). Comportamento organizacional. São Paulo: Prentice Hall (Valores, Atitudes e Satisfação com o Trabalho – p. 58 a 86) ou clique aqui para saber mais sobre Baby Boomers.

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