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Você namoraria um colega de trabalho?

Fonte: Trabalhando.com

Batimentos cardíacos acelerados, tremor nas mãos, rubor na face, euforia desenfreada… Esses parecem sintomas de uma doença, mas não são. Segundo a antropóloga americana Helen Fisher que passou dez anos pesquisando pessoas apaixonadas, eles indicam algumas das sensações de uma pessoa apaixonada. Por meio de exames de ressonância magnética, ela constatou que os neurotransmissores dopamina e norepinefrina aparecem em maiores concentrações no cérebro dos apaixonados. Basta a pessoa se apaixonar para os níveis dessas substâncias subirem.

Em geral, casais apaixonados contam os segundos para se ver, passam horas falando ao telefone ou trocando mensagens. Mas será que estar apaixonado pode diminuir a produtividade no trabalho? Se apaixonar por um colega de trabalho pode causar problemas para o profissional e para a empresa? Essas sensações podem fazer com que uma pessoa esqueça suas obrigações, perca o foco ou passe o dia com cara de quem está vendo “passarinho verde”?

Uma pesquisa realizada pela Trabalhando.com Brasil com mais de 300 profissionais mostra que 46% acreditam que sim, se relacionar com uma pessoa no ambiente profissional desviaria o foco do trabalho e que jamais teriam esse tipo de relacionamento, mas 54% afirmam que se relacionar afetivamente com alguém do trabalho não atrapalharia sua performance. Desses, 32% já tiveram um relacionamento afetivo com colega e que, em alguns casos, essa relação havia até se transformado em casamento; outros 22% dizem não ter se relacionado por não ter encontrado um parceiro ideal, mas que se fosse o caso, isso não afetaria seu desempenho profissional.

De acordo com Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com Brasil, muitas empresas incluem o relacionamento amoroso como restrição em seu código de conduta. “A empresa deve explicar ao candidato já na hora da contratação que, de acordo com normas internas, esse tipo de relação não é permitida. Assim é possível evitar transtornos futuros para ambas as partes. Legalmente, um profissional não pode ser demitido apenas por ter um relacionamento afetivo com um colega”, explica Grinberg.

Para que a relação apaixonada não se transforme em um pesadelo, Grinberg dá algumas sete dicas que os envolvidos na situação devem seguir:

– Mantenha o relacionamento afetivo apenas fora do horário de trabalho;
– Não chame seu “colega” por apelidos íntimos, isso pela mal;
– Verifique quais as normas da empresa sobre o assunto e siga-as para evitar problemas;
– Tome cuidado para que a relação não atrapalhe seu desempenho profissional;
– Comunique o namoro ao chefe, antes que ele saiba pelos outros;
– Não discuta a relação pelo e-mail corporativo, use seu endereço pessoal;
– Evite ausência prolongada, de ambos, durante o expediente. Bom senso é fundamental!
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1 Comentário

Eu me casei com meu chefe, mas mantivemos o relacionamento em sigilo absoluto por mais de 6 meses, busquei uma transferência para não ser avaliada por ele, não ter quaisquer constrangimentos ou riscos de julgamento de misturar profissional com o pessoal, e só tornamos público quando já tínhamos consciência da solidez da relação.
É muito difícil trabalhar e ter um relacionamento no mesmo ambiente, é preciso ter muita segurança e muita seriedade para não misturar as coisas. E pior, no meu caso, o nível de exigência comigo era muito mais alto do que com qualquer outro funcionário, precisava ser perfeita em tudo.

bjs Sandra
http://projetandopessoas.blogspot.com//