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Flávio Mendes: Redes Sociais Abertas, Carolina Dieckmann, CIA e a IBM

Por Flávio Mendes
Flávio Mendes é Especialista em Portais em Redes Sociais, trabalha na IBM há 17 anos, dos quais 15 na área de software, mais especificamente em Soluções de Colaborações.

Nos últimos dias fomos bombardeados por literalmente todas as mídias sobre o caso do furto de fotografias íntimas da atriz Carolina Dieckmann, diretamente de seu computador pessoal. O caso, mais um a frequentar as páginas policiais dos nossos jornais, trouxe mais uma vez à tona discussões sobre privacidade no mundo virtual. As fotografias estavam em seu computador pessoal, em sua residência e não haviam nem sido compartilhadas. E, mesmo assim, foram furtadas.

Ao mesmo tempo, milhões de pessoas compartilham, diariamente, fotografias e informações pessoais no Facebook, Twitter, LinkedIn e inúmeras outras redes sociais abertas. Quais os limites? Que segurança temos de que estas informações não vão cair na mão de terceiros, não necessariamente bem intencionados?

Já discutimos aqui sobre a questão da segurança em Redes Sociais bem como privacidade e ética. Hoje, consideramos absolutamente normal tratar as novas gerações de forma diferenciada e aceitamos o fato de que os milleniums tem conceitos diferentes com relação a segurança, privacidade e ética. Por isso mesmo, ganha enorme importância a questão das políticas de uso.

Neste post, volto a abordar o tema de privacidade e, mais uma vez, convido todos a refletirem sobre o assunto e a responderem a algumas perguntas… você sente-se seguro em usar Redes Sociais abertas para fazer negócios? Usaria o Facebook para relacionamento com um cliente? Compartilharia, pelo Facebook, informações confidenciais de sua empresa?

No final do ano passado, portanto a menos de 6 meses, um vídeo foi publicado no YouTube relatando as atividades que a CIA tem levado a cabo para monitorar tudo o que é publicado nas mídias sociais. No vídeo, o analista investigativo Wayne Madsen é entrevistado sobre o tema e chega a comparar o que está sendo feito ao famoso caso de Watergate quando, em 1972 e durante a campanha pelas eleições presidenciais, 5 pessoas foram flagradas ao tentar fotografar e instalar aparelhos de escuta no escritório do Comitê Nacional Democrata. Dois anos depois o Presidente Nixon renunciou ao cargo, atolado em denúncias do envolvimento da Casa Branca na operação. E tudo isso aconteceu antes da “era digital”… não haviam celulares, câmeras digitais e, obviamente, nada de mídias sociais. Veja o vídeo abaixo, para ajudar a refletir.

[http://www.youtube.com/watch?v=q8y7MBx0WIA]

A ideia de que a CIA está constantemente monitorando Facebook e Twitter não me deixa muito comfortável. Na verdade, me faz pensar quem mais está fazendo o mesmo…

O mundo mudou desde então e as Redes Sociais abertas são onipresentes. Gastamos horas de nossos dias atualizando nossos status e postando informações, opiniões e fotografias, seja no Facebook, no Twitter ou em qualquer outra Rede Social.

Neste momento, é fundamental entender a enorme diferença que existe entre uma Rede Social aberta e uma Rede Social Corporativa. Além de motivações diferentes, as duas usam tecnologias que apesar de parecidas são bem distintas. Uma RSC tem preocupações específicas, como backup, compliance e integração com sistemas legados. Uma solução de RSC como o “IBM Connections” oferece todas as condições para que uma empresa possa fazer uso de suas tecnologias e, ao mesmo tempo, garantir que seja feito de forma integrada com os outros sistemas da empresa. Se você tem um ERP, vai querer utilizar dados que estão lá. Mais do que isso, vai querer que as ações demandadas pelo ERP sejam executadas no ambiente de sua RSC. Integrar com os processos de negócio é fundamental e faz toda a diferença.

O “IBM Connections” foi projetado para ser uma solução robusta para uma RSC. Integrado com outros sistemas corporativos, ele garante a segurança, estabilidade e integração, seja no datacenter da empresa ou em um ambiente de nuvem. Empresas manipulam diariamente uma enorme quantidade de informações confidenciais. Estas informações devem ser tratadas da forma adequada. No mundo corporativo, um roubo de informações como o recente caso citado no início deste post pode ter implicações desastrosas. Facebook, Twitter, Google, todos são ferramentas muito boas para diversão. No máximo para uma fan page. Na hora de fazer negócios, a história é diferente. Por isso mesmo a IBM entende que o Connections tem como finalidade Social Business. O “Business” deixa claro seu objetivo.

Quanto às nossas vidas privadas e as Redes Sociais abertas, já existe até uma aplicação desenvolvida para o iPhone que tem como proposta determinar por quanto tempo o texto de um chat ou uma foto ficam armazenados no iPhone de quem a recebe. Trata-se do Snapchat. O usuário determina o tempo que o texto ou a imagem ficam visíveis para o outro usuário, com um limite de até 10 segundos. Depois disso, ela se “auto-destroi”.

De qualquer forma, fica a velha recomendação: “Se beber, não Tuite”

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